
A disparada do preço do petróleo pode se refletir em aumento no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, para uso comercial e industrial. Não há previsão de reajuste para o botijão de 13 quilos, de uso residencial. Segundo representantes de distribuidoras, a Petrobrás já anunciou informalmente que, até julho, haverá o terceiro aumento do ano para botijões de 20, 45 e 90 quilos, além do gás vendido a granel, afetando consumidores comerciais, industriais e grandes condomínios.
A estatal não confirmou a informação. Em 2008, o produto acumula alta de 22,6%, com os reajustes de 2 de janeiro (12,8%) e 1º de abril (8,7%), informou a Petrobrás. Segundo fontes do setor, o novo aumento pode chegar a 15%.
O superintendente-executivo do Sindicato das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello, não comentou a possibilidade de aumento, alegando não ter recebido informação oficial da Petrobrás. Mas criticou a política de diferenciação de preços entre os variados usos do combustível. "Isso gera uma enorme distorção no mercado."
Com aumento de 15%, a diferença entre o GLP residencial e o comercial chegará perto dos 50%, abrindo espaço para fraudes. "É possível que condomínios ou estabelecimentos comerciais comecem a trocar baterias de botijões maiores pelos de 13 quilos, que não foram feitos para operar em bateria", diz Mello. O botijão de 13 quilos não tem alteração de preço desde o fim de 2002.